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vc agr é como uma coca-cola- gostosa?- não descartavél!!!!
--
e se a vida tivesse um cltr + z o que vc deixaria de viver??Obs: deixe aqui em baixo que reblogar por favorpeça pop kamikaze teatro miguel falabla no norteshopping as terças, quartas e quintas as 18:00 hrs

vc agr é como uma coca-cola
- gostosa?
- não descartavél!!!!

--

e se a vida tivesse um cltr + z o que vc deixaria de viver??
Obs: deixe aqui em baixo que reblogar por favor
peça pop kamikaze
teatro miguel falabla no norteshopping as terças, quartas e quintas as 18:00 hrs




Photo Post Sat, Mar. 31, 2012 1 note

a história de Damen antes dela….Evangeline
****
“No minuto que ouvi minha primeira historia de amor que eu comecei a olhar para você, não sabendo o quão cego eu era. Os amantes não se encontram finalmente em algum lugar. Eles encontram-se cada um em seu tempo.” – Rumi.
Paris, França.
8 de Agosto de 1608
Eu fecho meus olhos e encosto-me contra o encosto de veludo almofadado e fecho os olhos aos sons dos cascos batendo com força contra o paralelepípedo. O som dos cascos trotando mantêm uma perfeita harmonia com o som das rodas da charrete, proporcionando o som mais doce do que qualquer sinfonia que eu já ouvi.
É um som de escape.
É um som de adeus.
Um som que sempre serviu para acalmar-me no passado, dando-me a garantia necessária de que investigações não desejadas e suspeitas de novos conhecimentos alertados logo desapareceriam – permitindo uma breve pausa em um novo local, antes que eu tenha que me mudar novamente.
Eu sou um cigano.
Um nômade.
Um vagabundo.
Um errante.
Eu sou aquele que vagueia incessantemente – embora nem sempre por escolha.

As coisas que outros tomam como garantia – um endereço permanente, uma família, um grupo de amigos próximos e confiáveis – não são coisas para a minha espécie.
Eu cometi esse erro antes, aprendi minha lição da maneira mais difícil. Tentando convencer a mim mesmo que estava tudo bem, ficar em um só lugar, relaxar – somente para ser acordado no meio da noite pelo fogo das tochas, a multidão armada com espadas, e a histeria crescendo como o som de um motor.
Um erro que eu não cometerei mais.
Eu recolho as bordas de ouro da cortina para o lado, espiando pela janela a pequena praça e olho para cima para a manta do céu tão escuro, tão deslumbrante, tão cheio de um aglomerado de estrelas brilhantes que me fez lembrar da caixa de jóias da Drina – enorme, forrada de seda com um monstruoso aglomerado de jóias sortidas somente as melhores que o dinheiro pode comprar.
Minha mente se enche do pensamento dela – seu cabelo vermelho fogo, sua pele branca e macia, o surpreendente verde esmeralda de seus olhos e o sorrio frio e selvagem – fazendo uma beleza tão incrível, tão sedutora, que durante anos, séculos na verdade, parecia suficiente.
Mas não mais.
Agora minha única esperança é me livrar de todos os últimos vestígios dela.
Reduzir aquela menina com quem passei a maior parte da minha vida a uma pequena, distante memória que preferiria apagar.
Mas, com toda a justiça, não foi Drina que mudou. Ao longo dos anos que passaram, ela continuou exatamente a mesma – nada diferente da menina que eu resgatei de um orfanato séculos atrás.
Avarenta. 
Consumista.
Egoísta.
Consumida por um conjunto de necessidades e demandas tão profundas que parece não ter fim – mantendo a parte mais voraz de seu apetite reservado apenas para mim.
E Embora seja verdade que eu a desejei também, nestes dias, já não posso encontrar isso em mim.
Minha carruagem vira para a direita, mas a paisagem não muda – ela permanece constante e eterna, como eu.
O sol nascendo e se pondo fielmente, enquanto a lua e as estrelas seguem tão brilhantes quanto fizeram no dia do meu nascimento há um pouco mais de duzentos anos atrás. Uma exibição da natureza que eu admito, nunca ter parado por tempo suficiente para apreciar o constante e verdadeiro milagre disso.
Um lapso da minha parte que espero remediar, assim que eu estiver livre desse lugar.
Meu motorista diminui o ritmo, um sinal que estamos chegando, e não posso evitar em me pergunto se algum dos convidados da festa de hoje, algum dos meus “ditos” amigos, irá perceber o quanto eu mudei – que eu não sou mais o mesmo, reconhecidamente uma pessoa vaidosa e superficial que eles costumavam conhecer.
Algo mudou – algo que eu não consigo definir. É como se a velha maneira de fazer as coisas – a velha maneira de ver as coisas – a velha maneira de ser – não funcionasse mais. Deixando-me sem escolha se não ir em frente, na direção de uma coisa que eu quero descobrir – seja lá o que for.
A única coisa, indescritível, indefinível que detém uma importância muito maior do que qualquer coisa que eu já tenha conhecido. 6
Como o brilho da doca que acena para um marinheiro à porta, é isso que me faz seguir em frente – me mantém agarrado à esperança.
****
Meus cavalos relincham e batem seus cascos com força contra a calçada – um rápido aceno através da cortina, uma rápida passada de mão sobre os cabelos e colete, coloco dentro do meu bolso um pequeno pacote que eu trouxe para a minha anfitriã, aceno para o meu motorista, e seguo em direção a entrada, ensaio silenciosamente:
Adeus.
Arrivederci.
Au revoir.
Auf Wiedersehen
1.
Palavras que já disse tantas vezes, em tantas línguas, que você pensaria que elas estariam mais fluentes agora.
E apesar de eu não ter ficado em Paris o tempo suficiente para levantar suspeitas indevidas sobre a origem da minha fortuna, ou por nunca ter mudado de aparência, ou envelhecido – os dois inquéritos inevitáveis que sempre abasteceram a minha fuga – estes dias me encontro inquieto, entediado, ansioso para mover-me em direção a esse destino incalculável que certamente nos aguarda.
Um empregado uniformizado abre a porta e me conduz para dentro de uma casa de tão grande escala e opulência que poderia abrigar facilmente mil nobres confortavelmente. E pouco antes de
1
Em todas essas línguas, ele esta dizendo “adeus,” “tchau.” 
atravessar uma extensão de piso de mármore brilhante, onde eu vou sem problemas me misturar à dança dos acenos, sorrisos e beijos dupla face, dando o tipo de saudações facilmente esquecíveis que são sempre necessárias em situações como esta, eu faço uma pausa por um momento, para absorver a energia. Sintonizando na cacofonia de cada indivíduo, escutando seus pensamentos mais íntimos – desligando-me deles antes em favor da minha anfitriã do outro lado da sala.
Um extravagante vestido longo, rudemente julgadora com uma propensão para o excesso de vinho tinto e um gosto pela fofoca do tipo mais mal-intencionada – no momento em que eu olho para ela, no momento em que ouço as palavras rancorosas que soam em sua cabeça, eu não consigo entender por que eu pensei que ela fosse minha amiga.
Eu acredito que a pequena caixa de veludo seja de seu agrado, curvo-me diante dela com o braço esticado, sabendo que ela lança um olhar sagaz para a jóia caríssima aninhada na caixa, enquanto o meu novo estado sozinho não passou despercebido.
Nada que uma rápida mudança no mapa de acentos não possa ser remediada
, ela pensa, dirigindo um rápido e calculado sorriso para mim. Vendo a mesma coisa que ela sempre vê quando olha em direção a mim – uma fonte inesgotável de charme, riqueza e boa aparência que ela esta determinada a usar a seu favor. Tendo ouvido os rumores sobre o meu carinho por coisas bonitas e jovens – ela me coloca ao lado de Daphne na mesa – uma morena bonita, com lindos olhos escuros um sorriso de flerte que teria sido o suficiente para me divertir em qualquer outra noite – mas não nessa noite.
Não importa quão perfeita e desejável uma mulher jovem e solteira pode ser, não há uma entre elas que possa prender a minha atenção.
Ainda assim, eu liberto minha mente da minha anfitriã e me foco em Daphne, prosseguindo com os acenos e sorrisos e sincronizando as minhas espirituosas respostas, assim como um bom ator 
com um bom roteiro. Divertindo-me em contar o número de vezes que sua mão faz carinho no meu braço (trinta e sete até o momento), contando cada prato de comida elaborado que eu simplesmente empurro caminho adentro (ate agora já foram quatro – incluindo a sopa). Sabendo que a cada prato servido e limpo eu estou mais perto do adeus – que é a verdadeira razão do por que estou aqui.
“Monsieur?”
A voz passa através dos meus pensamentos – o som é tão luminoso, tão melódico, tão
lírico, faz com que os pelos do meu pescoço fiquem completamente arrepiados.
“Monsieur?” Ela repete, mas a minha resposta fica presa na minha língua. Nunca antes na minha vida eu vi olhos tão azuis, cabelos tão dourados, pele tão suave, macia e convidativa que eu daria qualquer coisa para me pressionar contra ela.
Nunca na minha vida eu vi algo tão extraordinário quanto ela.
“Pardon.” Ela se curva, as bochechas ficando com um tom rosa mais lindo que eu já vi e ela se afasta do meu lugar. Confundindo o meu silencio com presunção, arrogância e vaidade – dando um olhar para o corte das minhas roupas, o brilho dos meus botões, a escala completa da minha ridícula ornamentação opulenta, e julgando-me o tipo de pessoa de alta posição que nunca pode se esperar que fale com pessoas tão simples quanto ela.
“Pardon, moi,” eu digo, o meu Francês, não sendo a minha língua nativa, saindo forçado da minha boca. Segurando a sua mão, sentindo a pele dela tão quente, tão – elétrica – enquanto a seguro contra a minha, estou tentado a me prolongar e nunca deixá-la ir. Incapaz de controlar e murmurar “Quem é você?” então, observando o jeito que ela olha para a nossa anfitriã, ela fica mais corada quando abaixa a cabeça devagar. Sabendo que estou lhe causando embaraço, e possivelmente um problema também, me arrependo de ter falado. 
“Eu sou Evangeline, senhor.” Ela encontra o meu olhar timidamente, enquanto tenta livrar-se do meu aperto em sua mão. “Posso tirar o seu prato, por favor?” Ela levanta o queixo, olhando para mim de uma maneira que faz com que um fluxo de calor tranqüilo passe por mim. Mas mesmo que eu tenha tentado, eu não consigo desviar o olhar, parece que não consigo abandonar a sensação da sua pele.
“Damen, por favor.” Daphne se intromete, cutucando a minha manga com a ponta de sua unha pontuda como uma adaga. Propondo-me a deixar aquela mão inesquecível – me tirando do transe fazendo com que meu mundo cai na escuridão. “O que Drina diria se visse você cortejando uma servente assim?” Seus olhos me fitam, cruéis, brilhantes, tendo convenientemente esquecido Drina apenas um momento atrás, quando foi ela quem procurou a minha atenção, mas todos ficam muito felizes por recordarem agora, em uma tentativa de colocar essa garota – essa linda e extraordinária garota – em seu lugar.
“Drina está na Hungria,” eu digo, tentando forçar meu olhar a sair daqueles olhos azuis claros e os cachos dourados que se esconderam nos confins de seu gorro. Cuidadosamente tomando nota de cada detalhe de seu rosto, sua estatura, suas maneiras, as inflexões na voz, para que eu possa gravá-los na memória e nunca mais ter que viver mais um segundo sem eles. “Nós tomamos caminhos separados,” eu adiciono, sabendo que essa informação será um grande escândalo, mas falou mesmo assim, já não me importando com isso.
Eu não disse para eles – eu disse para a garota.
Evangeline
.
O nome mais perfeitamente poético que eu já ouvi.
Meu olhar segue o seu caminhar ao redor da mesa. Ela abaixa o olhar para suas calejadas mãos dizendo-me que ela cresceu utilizando-as para satisfazer as ordens dos meus supostos amigos – embora
a inclinação de seu queixo e testa mostrem uma pitada de inteligência e força que todos eles escolheram não ver.
Incapazes de verem por debaixo do uniforme de empregada, que pouco a favorece e que foi forçada a usar, o gorro branco que pouco serve para esconder o que eu sei que é um volumoso cabelo loiro dourado – eles estão impressionados com as coisas frívolas da vida – status, dinheiro, classe social – as mesmas coisas que eu possuo em abundância – a única razão pela qual fui convidado a vir aqui.
Falhando ao enxergarem o que eu vejo – incapazes de ver além do exterior desse pensamento glorioso – eles permanecem frustradamente cegos para as coisas que para mim brilha tão claramente:
Está garota – está empregada – está
Evangeline – é a personificação de tudo o que eu tenho procurado.
Ela é o meu destino.
Minha razão de ser.
E agora que eu a encontrei, eu não tenho mais razão para partir. Não quando tudo o que eu procurei – tudo o que eu preciso – esta bem aqui.
Eu volto a sentar-me na minha cadeira, me sentido mais em casa do que nunca me senti na vida. Recuperando rapidamente o papel como convidado encantador de um jantar, que faz com que a minha anfitriã sorria e acene com aprovação, e Daphne incline-se para mim e segure o meu braço mais uma vez.
Existem repercussões por confraternizar fora da própria classe – e agora que eu pretendo ficar por aqui, não terei escolha a não ser jogar contra essas regras.
Ou pelo menos por agora de qualquer jeito.
Mas amanhã eu irei encontrá-la.
Amanhã e eu Evangeline vamos
acidentalmente nos encontrar.
E de novo no dia seguinte.
E então no outro.
As
coincidências iram se repetir até que eu tivesse a chance de conhecê-la melhor – para ganhar a confiança necessária para oferecer-lhe a única coisa que eu não ofereci a mais ninguém, por tempo muito: 
O elixir da vida eterna
.
Meus olhos se atrevem a encontrar os dela mais uma vez, e eu tomo um breve momento para deslizar para dentro de sua cabeça. Precisando da garantia que não sou só eu – que ela também se sente assim – que ela também sente esse maravilhoso formigamento e calor e a linda promessa que nos prende. Um fenômeno que não temos maneira de explicar é tão diferente de qualquer coisa que nenhum de nós já experimentou antes.
E então, tão rapidamente, eu estou fora – evitando o meu olhar e voltando para a festa. Risadas, bebidas, fingindo fazer parte juntamente com o restante deles – ao mesmo tempo profundamente consciente de que minha vida mudou para sempre, irreversivelmente alterada.
Que a partir desse momento – nada –
nada mesmo – jamais será o mesmo.
Fim

a história de Damen antes dela….Evangeline

****

“No minuto que ouvi minha primeira historia de amor que eu comecei a olhar para você, não sabendo o quão cego eu era. Os amantes não se encontram finalmente em algum lugar. Eles encontram-se cada um em seu tempo.” – Rumi.

Paris, França.

8 de Agosto de 1608

Eu fecho meus olhos e encosto-me contra o encosto de veludo almofadado e fecho os olhos aos sons dos cascos batendo com força contra o paralelepípedo. O som dos cascos trotando mantêm uma perfeita harmonia com o som das rodas da charrete, proporcionando o som mais doce do que qualquer sinfonia que eu já ouvi.

É um som de escape.

É um som de adeus.

Um som que sempre serviu para acalmar-me no passado, dando-me a garantia necessária de que investigações não desejadas e suspeitas de novos conhecimentos alertados logo desapareceriam – permitindo uma breve pausa em um novo local, antes que eu tenha que me mudar novamente.

Eu sou um cigano.

Um nômade.

Um vagabundo.

Um errante.

Eu sou aquele que vagueia incessantemente – embora nem sempre por escolha.

As coisas que outros tomam como garantia – um endereço permanente, uma família, um grupo de amigos próximos e confiáveis – não são coisas para a minha espécie.

Eu cometi esse erro antes, aprendi minha lição da maneira mais difícil. Tentando convencer a mim mesmo que estava tudo bem, ficar em um só lugar, relaxar – somente para ser acordado no meio da noite pelo fogo das tochas, a multidão armada com espadas, e a histeria crescendo como o som de um motor.

Um erro que eu não cometerei mais.

Eu recolho as bordas de ouro da cortina para o lado, espiando pela janela a pequena praça e olho para cima para a manta do céu tão escuro, tão deslumbrante, tão cheio de um aglomerado de estrelas brilhantes que me fez lembrar da caixa de jóias da Drina – enorme, forrada de seda com um monstruoso aglomerado de jóias sortidas somente as melhores que o dinheiro pode comprar.

Minha mente se enche do pensamento dela – seu cabelo vermelho fogo, sua pele branca e macia, o surpreendente verde esmeralda de seus olhos e o sorrio frio e selvagem – fazendo uma beleza tão incrível, tão sedutora, que durante anos, séculos na verdade, parecia suficiente.

Mas não mais.

Agora minha única esperança é me livrar de todos os últimos vestígios dela.

Reduzir aquela menina com quem passei a maior parte da minha vida a uma pequena, distante memória que preferiria apagar.

Mas, com toda a justiça, não foi Drina que mudou. Ao longo dos anos que passaram, ela continuou exatamente a mesma – nada diferente da menina que eu resgatei de um orfanato séculos atrás.

Avarenta. 

Consumista.

Egoísta.

Consumida por um conjunto de necessidades e demandas tão profundas que parece não ter fim – mantendo a parte mais voraz de seu apetite reservado apenas para mim.

E Embora seja verdade que eu a desejei também, nestes dias, já não posso encontrar isso em mim.

Minha carruagem vira para a direita, mas a paisagem não muda – ela permanece constante e eterna, como eu.

O sol nascendo e se pondo fielmente, enquanto a lua e as estrelas seguem tão brilhantes quanto fizeram no dia do meu nascimento há um pouco mais de duzentos anos atrás. Uma exibição da natureza que eu admito, nunca ter parado por tempo suficiente para apreciar o constante e verdadeiro milagre disso.

Um lapso da minha parte que espero remediar, assim que eu estiver livre desse lugar.

Meu motorista diminui o ritmo, um sinal que estamos chegando, e não posso evitar em me pergunto se algum dos convidados da festa de hoje, algum dos meus “ditos” amigos, irá perceber o quanto eu mudei – que eu não sou mais o mesmo, reconhecidamente uma pessoa vaidosa e superficial que eles costumavam conhecer.

Algo mudou – algo que eu não consigo definir. É como se a velha maneira de fazer as coisas – a velha maneira de ver as coisas – a velha maneira de ser – não funcionasse mais. Deixando-me sem escolha se não ir em frente, na direção de uma coisa que eu quero descobrir – seja lá o que for.

A única coisa, indescritível, indefinível que detém uma importância muito maior do que qualquer coisa que eu já tenha conhecido. 6

Como o brilho da doca que acena para um marinheiro à porta, é isso que me faz seguir em frente – me mantém agarrado à esperança.

****

Meus cavalos relincham e batem seus cascos com força contra a calçada – um rápido aceno através da cortina, uma rápida passada de mão sobre os cabelos e colete, coloco dentro do meu bolso um pequeno pacote que eu trouxe para a minha anfitriã, aceno para o meu motorista, e seguo em direção a entrada, ensaio silenciosamente:

Adeus.

Arrivederci.

Au revoir.

Auf Wiedersehen

1.

Palavras que já disse tantas vezes, em tantas línguas, que você pensaria que elas estariam mais fluentes agora.

E apesar de eu não ter ficado em Paris o tempo suficiente para levantar suspeitas indevidas sobre a origem da minha fortuna, ou por nunca ter mudado de aparência, ou envelhecido – os dois inquéritos inevitáveis que sempre abasteceram a minha fuga – estes dias me encontro inquieto, entediado, ansioso para mover-me em direção a esse destino incalculável que certamente nos aguarda.

Um empregado uniformizado abre a porta e me conduz para dentro de uma casa de tão grande escala e opulência que poderia abrigar facilmente mil nobres confortavelmente. E pouco antes de

1

Em todas essas línguas, ele esta dizendo “adeus,” “tchau.” 

atravessar uma extensão de piso de mármore brilhante, onde eu vou sem problemas me misturar à dança dos acenos, sorrisos e beijos dupla face, dando o tipo de saudações facilmente esquecíveis que são sempre necessárias em situações como esta, eu faço uma pausa por um momento, para absorver a energia. Sintonizando na cacofonia de cada indivíduo, escutando seus pensamentos mais íntimos – desligando-me deles antes em favor da minha anfitriã do outro lado da sala.

Um extravagante vestido longo, rudemente julgadora com uma propensão para o excesso de vinho tinto e um gosto pela fofoca do tipo mais mal-intencionada – no momento em que eu olho para ela, no momento em que ouço as palavras rancorosas que soam em sua cabeça, eu não consigo entender por que eu pensei que ela fosse minha amiga.

Eu acredito que a pequena caixa de veludo seja de seu agrado, curvo-me diante dela com o braço esticado, sabendo que ela lança um olhar sagaz para a jóia caríssima aninhada na caixa, enquanto o meu novo estado sozinho não passou despercebido.

Nada que uma rápida mudança no mapa de acentos não possa ser remediada

, ela pensa, dirigindo um rápido e calculado sorriso para mim. Vendo a mesma coisa que ela sempre vê quando olha em direção a mim – uma fonte inesgotável de charme, riqueza e boa aparência que ela esta determinada a usar a seu favor. Tendo ouvido os rumores sobre o meu carinho por coisas bonitas e jovens – ela me coloca ao lado de Daphne na mesa – uma morena bonita, com lindos olhos escuros um sorriso de flerte que teria sido o suficiente para me divertir em qualquer outra noite – mas não nessa noite.

Não importa quão perfeita e desejável uma mulher jovem e solteira pode ser, não há uma entre elas que possa prender a minha atenção.

Ainda assim, eu liberto minha mente da minha anfitriã e me foco em Daphne, prosseguindo com os acenos e sorrisos e sincronizando as minhas espirituosas respostas, assim como um bom ator 

com um bom roteiro. Divertindo-me em contar o número de vezes que sua mão faz carinho no meu braço (trinta e sete até o momento), contando cada prato de comida elaborado que eu simplesmente empurro caminho adentro (ate agora já foram quatro – incluindo a sopa). Sabendo que a cada prato servido e limpo eu estou mais perto do adeus – que é a verdadeira razão do por que estou aqui.

“Monsieur?”

A voz passa através dos meus pensamentos – o som é tão luminoso, tão melódico, tão

lírico, faz com que os pelos do meu pescoço fiquem completamente arrepiados.

“Monsieur?” Ela repete, mas a minha resposta fica presa na minha língua. Nunca antes na minha vida eu vi olhos tão azuis, cabelos tão dourados, pele tão suave, macia e convidativa que eu daria qualquer coisa para me pressionar contra ela.

Nunca na minha vida eu vi algo tão extraordinário quanto ela.

“Pardon.” Ela se curva, as bochechas ficando com um tom rosa mais lindo que eu já vi e ela se afasta do meu lugar. Confundindo o meu silencio com presunção, arrogância e vaidade – dando um olhar para o corte das minhas roupas, o brilho dos meus botões, a escala completa da minha ridícula ornamentação opulenta, e julgando-me o tipo de pessoa de alta posição que nunca pode se esperar que fale com pessoas tão simples quanto ela.

“Pardon, moi,” eu digo, o meu Francês, não sendo a minha língua nativa, saindo forçado da minha boca. Segurando a sua mão, sentindo a pele dela tão quente, tão – elétrica – enquanto a seguro contra a minha, estou tentado a me prolongar e nunca deixá-la ir. Incapaz de controlar e murmurar “Quem é você?” então, observando o jeito que ela olha para a nossa anfitriã, ela fica mais corada quando abaixa a cabeça devagar. Sabendo que estou lhe causando embaraço, e possivelmente um problema também, me arrependo de ter falado. 

“Eu sou Evangeline, senhor.” Ela encontra o meu olhar timidamente, enquanto tenta livrar-se do meu aperto em sua mão. “Posso tirar o seu prato, por favor?” Ela levanta o queixo, olhando para mim de uma maneira que faz com que um fluxo de calor tranqüilo passe por mim. Mas mesmo que eu tenha tentado, eu não consigo desviar o olhar, parece que não consigo abandonar a sensação da sua pele.

“Damen, por favor.” Daphne se intromete, cutucando a minha manga com a ponta de sua unha pontuda como uma adaga. Propondo-me a deixar aquela mão inesquecível – me tirando do transe fazendo com que meu mundo cai na escuridão. “O que Drina diria se visse você cortejando uma servente assim?” Seus olhos me fitam, cruéis, brilhantes, tendo convenientemente esquecido Drina apenas um momento atrás, quando foi ela quem procurou a minha atenção, mas todos ficam muito felizes por recordarem agora, em uma tentativa de colocar essa garota – essa linda e extraordinária garota – em seu lugar.

“Drina está na Hungria,” eu digo, tentando forçar meu olhar a sair daqueles olhos azuis claros e os cachos dourados que se esconderam nos confins de seu gorro. Cuidadosamente tomando nota de cada detalhe de seu rosto, sua estatura, suas maneiras, as inflexões na voz, para que eu possa gravá-los na memória e nunca mais ter que viver mais um segundo sem eles. “Nós tomamos caminhos separados,” eu adiciono, sabendo que essa informação será um grande escândalo, mas falou mesmo assim, já não me importando com isso.

Eu não disse para eles – eu disse para a garota.

Evangeline

.

O nome mais perfeitamente poético que eu já ouvi.

Meu olhar segue o seu caminhar ao redor da mesa. Ela abaixa o olhar para suas calejadas mãos dizendo-me que ela cresceu utilizando-as para satisfazer as ordens dos meus supostos amigos – embora

a inclinação de seu queixo e testa mostrem uma pitada de inteligência e força que todos eles escolheram não ver.

Incapazes de verem por debaixo do uniforme de empregada, que pouco a favorece e que foi forçada a usar, o gorro branco que pouco serve para esconder o que eu sei que é um volumoso cabelo loiro dourado – eles estão impressionados com as coisas frívolas da vida – status, dinheiro, classe social – as mesmas coisas que eu possuo em abundância – a única razão pela qual fui convidado a vir aqui.

Falhando ao enxergarem o que eu vejo – incapazes de ver além do exterior desse pensamento glorioso – eles permanecem frustradamente cegos para as coisas que para mim brilha tão claramente:

Está garota – está empregada – está

Evangeline – é a personificação de tudo o que eu tenho procurado.

Ela é o meu destino.

Minha razão de ser.

E agora que eu a encontrei, eu não tenho mais razão para partir. Não quando tudo o que eu procurei – tudo o que eu preciso – esta bem aqui.

Eu volto a sentar-me na minha cadeira, me sentido mais em casa do que nunca me senti na vida. Recuperando rapidamente o papel como convidado encantador de um jantar, que faz com que a minha anfitriã sorria e acene com aprovação, e Daphne incline-se para mim e segure o meu braço mais uma vez.

Existem repercussões por confraternizar fora da própria classe – e agora que eu pretendo ficar por aqui, não terei escolha a não ser jogar contra essas regras.

Ou pelo menos por agora de qualquer jeito.

Mas amanhã eu irei encontrá-la.

Amanhã e eu Evangeline vamos

acidentalmente nos encontrar.

E de novo no dia seguinte.

E então no outro.

As

coincidências iram se repetir até que eu tivesse a chance de conhecê-la melhor – para ganhar a confiança necessária para oferecer-lhe a única coisa que eu não ofereci a mais ninguém, por tempo muito:

O elixir da vida eterna

.

Meus olhos se atrevem a encontrar os dela mais uma vez, e eu tomo um breve momento para deslizar para dentro de sua cabeça. Precisando da garantia que não sou só eu – que ela também se sente assim – que ela também sente esse maravilhoso formigamento e calor e a linda promessa que nos prende. Um fenômeno que não temos maneira de explicar é tão diferente de qualquer coisa que nenhum de nós já experimentou antes.

E então, tão rapidamente, eu estou fora – evitando o meu olhar e voltando para a festa. Risadas, bebidas, fingindo fazer parte juntamente com o restante deles – ao mesmo tempo profundamente consciente de que minha vida mudou para sempre, irreversivelmente alterada.

Que a partir desse momento – nada –

nada mesmo – jamais será o mesmo.

Fim




Text Post Sat, Mar. 31, 2012 14 notes

selfis-h:

(hey-weird-girl)

Senti sua falta. — Ele faz um gesto em minha direção, levantando a mão, mas logo desiste. Senti falta de ter sua visão, de sentir seu cheiro. Senti falta de cada detalhe relacionado com você. — Ele passa os olhos sobre mim lentamente, cercando-me, como um abraço caloroso.  Mesmo que decida nunca mais falar comigo, nada mudará. Nada pode mudar o que sinto por você. (Damen Auguste)

(Estrela da Noite - Alyson Noël)

Capítulo 20 - Página 126







Text Post Sat, Mar. 31, 2012 11 notes

selfis-h:

(hey-weird-girl)

Meu nome é um apelo em seus lábios quando diz:
— Ever, meu amor, abra os olhos e olhe para mim… por favor. (Damen Auguste) 

(Estrela da Noite - Alyson Noël)

Capítulo 27 - Página 162






Quote Post Sat, Mar. 31, 2012 28 notes

�Meus sentimentos por você são incondicionais. Eu não faço julgamentos. Não perco a paciência com você. Não castigo. Apenas amo. Só isso. Pura e simplesmente.�


Damen para Ever - Chama Negra (via tsuca)





Text Post Sat, Mar. 31, 2012 22 notes

This is for Medha ;) Hope you like it! ;)

wordsonapagexoxo:






Quote Post Sat, Mar. 31, 2012 19 notes

�Some things, no matter how painful, happen for a reason�


- Damen Auguste, Shadowland, page 180 (via yourhearts-erised)





Quote Post Sat, Mar. 31, 2012 5 notes

�And once the basics are covered, once we’ve secured food and shelter, we spend the rest of our time looking to be loved.�


- Damen Auguste, Shadowland, page 228 (via yourhearts-erised)





Photo Post Sat, Mar. 31, 2012 15 notes

writing-the-destiny:

My recommendation!: The saga of the Immortals by Alyson Noel. Quick review:Since a tragic accident took the lives of his parents and his sister, Ever can hear the thoughts of everyone around him, see his “aura” (the halo of light around them) and she is able to discover their past simply touching  the skin. In addition, .After several months of convalescence, she  began the course in a new school, where she soon gained the reputation of “strange girl.” Just two friends.But everything changes when a new guy joins her class, called Damen and is attractive and exotic, so all the girls, including Haven, want to earn interest. , when Damen first looks into his eyes, he conveys a special feeling, indescribable,almost magical. Damen has no aura and also when approaching it interrupts the flow of thoughts that tormented. With the passage of time, and despite denying it to their friends and them selves, Ever can not help falling for him… But Damen who is really?…..

My opinion: I liked because they were notvampires (yes, at that time was tired of thevampires) … but if the story grabs youbecause it is not common, and has the element of always leave you with questions,which makes you continue reading … I give 4yay! (something like starsxD)

writing-the-destiny:

My recommendation!:
 The saga of the Immortals by Alyson Noel.
 Quick review:Since a tragic accident took the lives of his parents and his sister, Ever can hear the thoughts of everyone around him, see his “aura” (the halo of light around them) and she is able to discover their past simply touching  the skin. In addition, .After several months of convalescence, she  began the course in a new school, where she soon gained the reputation of “strange girl.” Just two friends.But everything changes when a new guy joins her class, called Damen and is attractive and exotic, so all the girls, including Haven, want to earn interest. , when Damen first looks into his eyes, he conveys a special feeling, indescribable,almost magical. Damen has no aura and also when approaching it interrupts the flow of thoughts that tormented. With the passage of time, and despite denying it to their friends and them selves, Ever can not help falling for him… But Damen who is really?…..

My opinion: I liked because they were notvampires (yes, at that time was tired of thevampires)  but if the story grabs youbecause it is not common, and has the element of always leave you with questions,which makes you continue reading  I give 4yay! (something like starsxD)

(Source: )




Quote Post Sat, Mar. 31, 2012 18 notes

�Ah, como o destino é irônico! A única vez que tenho vontade de matar alguém, essa pessoa é, ou pelo menos se diz, imatável.�


Ever, Os Imortais: Para Sempre (via themidnightfeelings)





Photo Post Sat, Mar. 31, 2012 83 notes

themidnightfeelings:

Porque a verdade é que amo ele; e venho amando-o a cada dia da minha vida…
              - Os Imortais: Para Sempre

themidnightfeelings:

Porque a verdade é que amo ele; e venho amando-o a cada dia da minha vida

              - Os Imortais: Para Sempre





Video Post Sat, Mar. 31, 2012 21 notes

i-met-the-monster-inside-ur-head:

The Immortals dream cast:

Ian Somerhalder as Damen Auguste




Quote Post Sat, Mar. 31, 2012 78 notes

�Algumas coisas, não importam o quão dolorosas sejam, acontecem por uma razão.�


Os Imortais. Terra de Sombras (via trecho-de-livros)

(via trecho-de-livros)





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